
Sobre minha guerra.
Enquanto houver guerra, haverá amor e ódio em mim.
Amor por uma pátria,
Minha essência.
Ódio por um território,
Meu coração.
Minha essência às vezes se perde,
Em meio a tanta futilidade que me envolve.
O ódio se dissolve,
Diante do ato de bondade,
Que tenho comigo mesmo,
Ficando calado, às vezes.
Ficando feliz, às vezes, ouvindo ruídos, às vezes,
Um breve sopro, às vezes, um lindo dia, às vezes.
E sendo... às vezes.
A guerra que não me deixa ser feliz...
A guerra que não me deixa ser amado.
Sim, por mim mesmo, é verdade.
Guerra que me torna vazio, sensível, carente.
Guerra sem direção nem razão,
Apenas dá uma fria idéia do futuro que me espera.
E, de repente, eu penso o contrário.
Me vêm à cabeça que poderia ser feliz,
Ter uma vida bonita, como minha essência.
Poderia me dizer quem venceu essa guerra?
Como se vence uma guerra consigo mesmo?
De qualquer modo ganhou,
De qualquer modo perdeu.
Guerra que me revolta
E me acalma,
Equilibra-me.
Mesmo sendo
Num campo desequilibrado.
E quando a paz chegar,
Já não estarei aqui pra ver.
Estarei...
Descansando em paz.
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