sexta-feira, outubro 13, 2006

Caixa surpresa


Olha onde ela está...

A caixinha que escondi.

Será que a coloco num lugar visível agora?

Por precaução, vou deixá-la no canto escuro...

Olha onde ela está...

Eu não dependo de você para viver...

Mas a caixinha depende de você para abrir...

Abro?

Não, não...

Quando tentei, o conteúdo da caixa saiu ao vento...

Você nem notou.

Isso é o que acontece com ela

Se fecha quando seu conteúdo é desperdiçado.

Olha onde ela está!

Que surpresa trará?

Será o óbvio do amor? Será a pena da dor?

Melhor não abrir... Deixa como está.

Deixa ela lá...

Vai tentar abrir?

Sim, certo...

Mas, terá que cuidar do conteúdo,

Porque, mesmo sendo meu, se você abre, é quem possui...

Você entende isso?

Olha onde ela foi parar

De medo se escondeu

O conteúdo agora é seu.

“Você é responsável por aquilo que cativa...”

Já ouviu isso, não é?

Então, cuide da caixa...

Não é certo abri-la e deixá-la sem atenção...

Merecida atenção

Com intenção ou não

Foi você quem quis abrir

Pois ela estava guardada

Sem intenção de mostrar

Tudo que de bom nela está

Então, olha... Ela está aí...

ABRA COM CUIDADO!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Quando eu te encontrar,

Me encontrarei...

Quando é o “quando”?

Quando eu chegar lá, serei feliz,

Então, me diz:

Quando é que chega o quando?

Vou perguntar a um taxista (Eles sabem onde as coisas ficam):

- Senhor, onde fica o "quando"? Me diz, pois é lá que serei feliz.

Ninguém responde, e eu não nasci com essa resposta,

Nem ela me foi dada ao longo da vida,

Então, como vou encontrá-la?

Só dizem: “Siga em frente!”.

Mas, quando chego no “quando”?

E, quando eu chegar no “quando”,

Saberei eu que estou lá?

Sim, pois você está no “quando”,

E em nenhum outro lugar vou te encontrar,

E assim, me encontrarei.

Seremos completos então,

Quando estivermos juntos...

No “quando”.

Serei insana por imaginar que “quando” é tempo e lugar específico?

Não sei!

Quando chegar no “quando”,

Discutiremos “insanidade”