segunda-feira, março 09, 2009

Foi uma vez...


Contos de fraudes, de farsas...

Contos de infante, de fraldas...

Contos de sonhos...

Contos blasé.

Contos... Em toda essência de fadas

Com todo horror de baratas

Toda miséria da falta

Todo mel da falsidade

Com toda exceção da regra

Todo desejo do “não devo”

Com toda arte do acaso.

Sem a graça do infame

Sem a miséria do pobre

Sem a exceção da regra

Sem o conto de fadas, de fraudes...

E foi assim,

Num reino muito distante.

quinta-feira, março 20, 2008

Arte de reinventar


A criatividade está defasada. Tudo já foi inventado. Todos os textos citados, recitados, declamados, profanados, criticados, ignorados... Assim, a nova lei é “reinventar” as coisas existentes. É tão triste...

Nada melhor do que surpreender-se com algo ouvido, sentido, vivido... Repelido, por ter na sua essência algo jamais ouvido, sentido, vivido... Mas, não... Nem isso, pois todos os crimes já foram cometidos, no mínimo, inventados por autores de ficção. Nem os crimes nos têm surpreendido.

A nova era não tem nada novo, tudo é renovado, reciclado, reaproveitado, reinventado. “Recicle suas idéias” um diz... Admito que me agrado de reciclagem, de quase todos os tipos... Mas as invenções foram esquecidas. Essa minha breve anotação, provavelmente, já foi escrita... Com outras palavras, por outras pessoas...

As músicas que eram moda na época da minha avó foram regravadas por “novos” cantores, em outro tom, outro balanço... Tem “nova MPB”, novo samba, nova dança de salão... Os punks de hoje em dia adoram fast-food e se candidatam a um cargo político, existem nazistas negros e judeus, ter um político corrupto na família que nos arrume um emprego virou algo legal. Quem não gosta de pornografia é quadrado. Quem não tem tatuagem, piercing ou qualquer coisa “diferente”, daqui a um tempo é que vai ser o original.

Por que não investir no novo? Não reinvente um preconceito... Invente uma geração que não o tenha. Crie filhos com novos pensamentos, com consciência ecológica, a ponto de não terem que reciclar as coisas, pois terão novas idéias para o planeta não gerar tanto lixo. Agir de forma inovadora, não reinventada.

É... Tem muita gente no mundo. Fica difícil ter algo de original a dizer, vestir, fazer, pensar...


quinta-feira, julho 12, 2007

"CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZÔNIA

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.

Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.

Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.

Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.

Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:

"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"

Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!

É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.

SOMOS UM POVO DA FLORESTA!"





Para assinar o manifesto, copie e cole em seu navegador o link abaixo:

www.amazoniaparasempre.com.br


“Manda notícias!”

Não lamento a sorte que tenho, não só por ser boa, mas porque me lembro do pouco caso e pena recebidos quando contei que a sorte virou. Se não entende que as coisas não estão boas para alguém sem achar que esse alguém está se lamentando e fazendo papel de vítima, então também não me interessa te contar meus infortúnios. Não quer dizer que me agrado de infortúnios, apenas que eles existem... Dessa hipocrisia de rir e só contar o que interessa que saibam agora também sou adepta . Perguntar "como está?" , sem, de fato, se importar, é coisa comum por esse planeta... Então, como está?





Ouse ser tímido...



Hoje é dia de mim, sabe, assim?

Não?

É porque não é seu dia, sinto muito... não, não sinto! No meu dia não sinto por ninguém. Desculpe pela brincadeira, não foi mentira, na hora, mas, pensando bem, eu nem ligo, afinal é meu dia. Meu dia de ser diferente, meu dia de ser todo dia... apenas isso.

Não te incomodes por ser meu dia, não inveje, não ignore, pois sabes que vivo por ti... se não assim, apenas, contigo... Então, meu dia, repare bem, te inclui... pode ser teu aniversário, tua formatura, tua promoção... enfim, meu dia.

Meu dia contigo, meu dia por ti, meu dia com o mundo, e para ele... o que importa é que é meu, sabe, assim?

Não?

sexta-feira, outubro 13, 2006

Caixa surpresa


Olha onde ela está...

A caixinha que escondi.

Será que a coloco num lugar visível agora?

Por precaução, vou deixá-la no canto escuro...

Olha onde ela está...

Eu não dependo de você para viver...

Mas a caixinha depende de você para abrir...

Abro?

Não, não...

Quando tentei, o conteúdo da caixa saiu ao vento...

Você nem notou.

Isso é o que acontece com ela

Se fecha quando seu conteúdo é desperdiçado.

Olha onde ela está!

Que surpresa trará?

Será o óbvio do amor? Será a pena da dor?

Melhor não abrir... Deixa como está.

Deixa ela lá...

Vai tentar abrir?

Sim, certo...

Mas, terá que cuidar do conteúdo,

Porque, mesmo sendo meu, se você abre, é quem possui...

Você entende isso?

Olha onde ela foi parar

De medo se escondeu

O conteúdo agora é seu.

“Você é responsável por aquilo que cativa...”

Já ouviu isso, não é?

Então, cuide da caixa...

Não é certo abri-la e deixá-la sem atenção...

Merecida atenção

Com intenção ou não

Foi você quem quis abrir

Pois ela estava guardada

Sem intenção de mostrar

Tudo que de bom nela está

Então, olha... Ela está aí...

ABRA COM CUIDADO!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Quando eu te encontrar,

Me encontrarei...

Quando é o “quando”?

Quando eu chegar lá, serei feliz,

Então, me diz:

Quando é que chega o quando?

Vou perguntar a um taxista (Eles sabem onde as coisas ficam):

- Senhor, onde fica o "quando"? Me diz, pois é lá que serei feliz.

Ninguém responde, e eu não nasci com essa resposta,

Nem ela me foi dada ao longo da vida,

Então, como vou encontrá-la?

Só dizem: “Siga em frente!”.

Mas, quando chego no “quando”?

E, quando eu chegar no “quando”,

Saberei eu que estou lá?

Sim, pois você está no “quando”,

E em nenhum outro lugar vou te encontrar,

E assim, me encontrarei.

Seremos completos então,

Quando estivermos juntos...

No “quando”.

Serei insana por imaginar que “quando” é tempo e lugar específico?

Não sei!

Quando chegar no “quando”,

Discutiremos “insanidade”


quarta-feira, setembro 27, 2006

Esperando não esperar


Espero que eu não precise mais esperar.

Fico aqui...

Esperando que você me peça,

Aquilo que eu espero.

O que eu espero

Você não vai fazer.

Ah! Aquilo que eu espero...

Esperando o tempo não passa,

Esperando, você disfarça,

Porque sabe que eu espero,

Aquilo que eu espero...

Pecado me fazer esperar

Para que peça

Aquilo que eu espero.

Se mais demorar,

Já não será esperado,

Pois aquilo que eu espero

Vai se cansar...

Você terá demorado.

Aquilo que eu espero foi esperado,

Amargurado, entediado e abandonado...

Agora não espera mais.

Pode procurar

Aquilo que eu espero ficou pra trás.

Se eu quero você?
Então, quando não quero?
Onde estou quando estou dormindo?
E se ando pela rua procurando alguém, esse alguém não é você.
Não tenho mais vontade de chorar, não sou mais triste. Então, devo estar feliz?
Acho que quero carinho, mas não o seu. Suas palavras ferem e seu sorriso é álcool na ferida, sua voz então... Foi com ela que você conseguiu isso, lembra?
Se hoje sou frio, devo isso a você que foi professor.

Diga-me o nome do que sinto, fale que é normal eu me sentir assim. Não há nada que eu queira mais do que estar longe agora.
Algumas vezes quis morar em alguns dos meus sonhos, às vezes queria torná-los reais e, às vezes, tinha medo de dormir...
Você já se sentiu tão bem como estou agora?
A felicidade já lhe encheu a mente de tal forma a ponto de não ligar para o mundo e sorrir o tempo todo?
Acho que não, porque essa minha felicidade é proveniente da sua morte em meu coração.

Vazio é quando não estou. E quando você não está, é só tristeza, mas não fere tanto quanto a minha ausência em mim.
Concordo quando diz que isso pode ser apenas um dos meus disfarces, mas, você sabe que é porque você me deixa sem graça e acabo usando a máscara. Mas, e se não for disfarce? Não terá certeza.
Será que você seria capaz de tolerar minha felicidade?
.

segunda-feira, junho 26, 2006